A Revolução Cubana e a Produção Cultural

A Revolução Cubana foi a primeira revolução socialista vitoriosa na América. Alterou os rumos da Guerra Fria no que se refere à América Latina. O surgimento das ditaduras militares em quase todo o bloco latino-americano deveu-se à “ameaça de comunização”, cujo centro de irradiação seria Cuba.

Fidel Castro tomou o poder em Cuba em 1959 depois de ter liderado, nas montanhas de Sierra Maestra, uma guerrilha que, em seus momentos mais críticos, teve apenas 20 homens. Ele teve como aliados guerrilheiros que se tornariam mitos da esquerda do século 20, como Camilo Cienfuegos e Ernesto Che Guevara, além de seu irmão Raúl Castro.


Ex-ditador Fulgencio Batista

Com menor poder de fogo que o Exército do ditador Fulgencio Batista, Fidel apostou no conceito de “guerra irregular”, usando o que ele chama de “os ardis do segredo e da surpresa” contra o inimigo. Segundo Fidel, o romance Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway, sobre a Guerra Civil Espanhola, o teria inspirado a criar e aplicar suas táticas guerrilheiras.

Desenvolvemos uma guerra de movimento, como já disse, de atacar e retirar-se. Surpreendê-los. Atacar e atacar. Desenvolvemos a arte de confundir as forças adversárias, para obrigá-las a fazer o que queríamos. E muita arma psicológica“, disse Fidel sobre a guerrilha.



O começo

Os primórdios da campanha de Sierra Maestra localizaram-se em 1953. Em 26 de julho daquele ano, Fidel, que já tinha militância política, liderou um grupo de jovens revolucionários em uma tentativa de levante contra o general Batista, que havia subido ao poder um ano antes com um golpe de Estado e contava com a simpatia dos Estados Unidos.


Fidel Castro em Sierra Maestra

Mas o ataque revolucionário aos quartéis de Moncada, na cidade de Santiago de Cuba, fracassou. Preso, Fidel foi julgado e condenado a 15 anos de prisão. Em 1955, foi anistiado por Batista e, clandestinamente, montou o Movimento 26 de Julho. Em 7 de julho, ele partiu em exílio para o México, onde conheceu o argentino Che Guevara e organizou o embrião da guerrilha.

Em 2 de dezembro de 1956, depois de uma viagem de sete dias, ele e 82 homens voltaram a Cuba no barco “Granma”, dispostos a tomar o poder. “Granma” acabou virando o nome do principal jornal oficial do novo regime.

Eles desembarcaram na costa leste do país, próximo à cidade de Manzanillo. Três dias depois, foram surpreendidos por um ataque aéreo e de infantaria em Alegría de Pío e sofreram diversas baixas. Após a derrota, dispersos, Fidel, Raúl, Che e alguns outros fugiram para Sierra Maestra, maior cadeia de montanhas da ilha e lugar de difícil acesso. Lá, com apenas dois fuzis, instalaram-se e começaram a reorganizar a guerrilha com a ajuda de camponeses e de revolucionários que já atuavam na ilha. 

Produção Cultural

Foi a liberdade artística e de expressão que após 1959 passou a ser conduzida pelos ideais revolucionários, levando aqueles que não se enquadraram a fugir, ser presos, executados ou a pedir asilos.

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